Chorrochó Transforma Escola em Polo de Ideias e Empreendedorismo

A III Feira Cultural e de Empreendedorismo do Colégio Estadual Maria de Lourdes Lima Pereira, em Chorrochó, Bahia, abriu nesta quinta-feira (7). O evento, idealizado pelo professor Manoel Messias Pereira, promove protagonismo estudantil e fortalece a educação pública como ferramenta de transformação social e fomento ao empreendedorismo local. Realizada no povoado de Barra do Tarrachil, na região Norte do estado, a feira é um espaço dinâmico de troca de saberes e inovação.

Protagonismo Estudantil e o Tema “Empodera”

A feira, em sua terceira edição, consolidou-se como um evento chave no calendário escolar, com o tema “Empodera: Educação, Justiça Social e Empreendedorismo”. Este mote reflete a visão de que a educação não se limita à sala de aula, mas se estende à capacitação para a vida e à compreensão das dinâmicas sociais. O professor Manoel Messias Pereira, idealizador da iniciativa, explicou a importância de aproximar a escola da realidade da comunidade. Ele ressaltou a necessidade de mostrar aos estudantes que o empreendedorismo é, de fato, um instrumento poderoso de transformação social.

Para o professor Messias, a feira proporciona um aprendizado significativo, que vai além dos conteúdos tradicionais. Ela fomenta a valorização cultural e o fortalecimento comunitário, elementos essenciais para o desenvolvimento integral dos jovens. Através do evento, os estudantes são incentivados a pesquisar, criar e debater, compreendendo que a educação é a chave para ampliar suas possibilidades e construir autonomia em suas vidas. Essa abordagem pedagógica incentiva o protagonismo estudantil, um pilar fundamental da rede estadual de ensino.

Integrando Saberes e Realidade Local

Os estandes da feira, que permanecem abertos até esta sexta-feira (8), são palco de discussões relevantes para a sociedade contemporânea. Temas como violência de gênero, igualdade racial, inclusão, diversidade, direitos humanos e permanência escolar são abordados de forma engajadora. Cada discussão é cuidadosamente articulada com propostas empreendedoras que emergem da realidade local, garantindo que o conhecimento gerado tenha aplicação prática.

A programação também dá destaque aos arranjos produtivos da comunidade de Chorrochó e região. O artesanato local, a culinária regional, e os pequenos negócios familiares são valorizados, evidenciando a riqueza cultural e econômica do território. Essas iniciativas não apenas movimentam a economia local, mas também preservam a identidade cultural da região, mostrando como a escola pode ser um catalisador para o desenvolvimento sustentável. A feira se torna, assim, um laboratório vivo onde a teoria se encontra com a prática e a tradição se une à inovação.

A diversidade dos projetos apresentados reflete a criatividade dos alunos e a relevância dos temas para a comunidade. Dentre as propostas empreendedoras, podem-se observar:

Projetos de artesanato: Foco na valorização de técnicas tradicionais e materiais locais.
Culinária regional: Resgate e inovação de pratos típicos, gerando renda para famílias.
Serviços e produtos sustentáveis: Soluções criativas para desafios ambientais e sociais da região.
Iniciativas de economia solidária: Fortalecimento de redes de colaboração e comércio justo.

O Impacto das Parcerias na Formação Cidadã

O sucesso e o alcance da feira são impulsionados por importantes parcerias institucionais. A colaboração com entidades de renome como o Sebrae, a Defensoria Pública do Estado da Bahia, o Ministério Público da Bahia e universidades da região, enriquece significativamente a experiência dos participantes. Essas parcerias trazem expertise, recursos e um respaldo institucional que eleva a qualidade dos debates e das propostas apresentadas pelos estudantes.

O Sebrae, por exemplo, oferece suporte e orientação em empreendedorismo, capacitando os jovens a transformar ideias em projetos viáveis. A Defensoria Pública e o Ministério Público contribuem com a perspectiva jurídica e social, garantindo que as discussões sobre justiça social sejam bem fundamentadas. As universidades, por sua vez, podem oferecer mentoria e abrir portas para futuras pesquisas e projetos acadêmicos. Essa rede de apoio é crucial para a formação integral dos alunos.

A estudante Ligia Gabrieli, do 3º ano e Jovem Ouvidora Adjunta da escola, enfatizou o valor da experiência. Ela destacou que a feira amplia horizontes e fortalece a formação cidadã dos participantes. “A feira nos permite desenvolver criatividade, imaginação e desenvoltura”, afirmou Ligia. “Também aprendemos a trabalhar em grupo, lidar com opiniões diferentes e compreender questões importantes da sociedade. Além disso, os empreendedores da comunidade ganham visibilidade e têm seus trabalhos valorizados”, ressaltou, evidenciando o duplo impacto do evento.

Educação Pública como Motor de Transformação Social

Mais do que uma exposição temática, a feira evidencia o protagonismo estudantil estimulado pela rede estadual de ensino. Projetos pedagógicos que incentivam a investigação científica, a produção de conhecimento e a participação social são a base dessa abordagem. Na unidade, os estudantes assumem um papel ativo, desde a organização dos espaços até o aprofundamento dos temas debatidos, desenvolvendo habilidades essenciais para o futuro.

Habilidades de comunicação, liderança, trabalho em equipe e construção coletiva são aprimoradas em um ambiente prático e desafiador. A feira é um exemplo concreto de como a educação pública, quando bem articulada com as necessidades e a realidade local, pode ser um instrumento de transformação social poderoso. Ela não apenas forma futuros profissionais e empreendedores, mas também cidadãos conscientes e engajados com os desafios de sua comunidade e do mundo. O Colégio Estadual Maria de Lourdes Lima Pereira, em Chorrochó, demonstra que a escola pode e deve ser um território de ideias, cultura e empreendedorismo, capaz de empoderar seus alunos e impactar positivamente toda a região.

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Perguntas Frequentes

O que é a Feira Cultural e de Empreendedorismo de Chorrochó?
É um evento anual realizado no Colégio Estadual Maria de Lourdes Lima Pereira, em Barra do Tarrachil, Chorrochó, Bahia. A feira promove pesquisa, criatividade e protagonismo estudantil, integrando debates sociais com propostas empreendedoras locais, transformando a escola em um polo de inovação.

Qual o tema da terceira edição da feira?
O tema desta edição é “Empodera: Educação, Justiça Social e Empreendedorismo”. Ele guia as discussões sobre violência de gênero, igualdade racial, inclusão, diversidade, direitos humanos e permanência escolar, sempre com foco em soluções empreendedoras e na realidade da comunidade.

Como a feira beneficia a comunidade e os estudantes?**
Para os estudantes, a feira amplia horizontes, desenvolve habilidades como comunicação e liderança, e fortalece a formação cidadã. Para a comunidade, valoriza arranjos produtivos locais como artesanato e culinária, dando visibilidade a pequenos negócios e movimentando a economia regional.


8 de maio de 2026|Fonte: SECOM GOV BA|Foto: Acervo pessoal|Redação: Bruno Sampaio|Fonte da Informação ↗

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Bruno Sampaio

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