Sema reforça compromisso da Bahia com a sustentabilidade e

A Secretaria do Meio Ambiente da Bahia (Sema) reforçou seu compromisso com políticas ambientais e soluções inovadoras em gestão de resíduos e economia circular. A participação ocorreu no 9º Congresso Sul-Americano de Resíduos Sólidos e Sustentabilidade (ConReSol), em Curitiba (PR), encerrado na quinta-feira (7), marcando uma etapa estratégica para o estado. O evento é reconhecido como um dos principais fóruns técnicos da América do Sul na área da sustentabilidade.

A delegação baiana, por meio da Sema, buscou fortalecer as políticas ambientais do estado, promovendo o intercâmbio de conhecimentos e a construção coletiva de soluções. A programação intensa de três dias permitiu o contato com pesquisadores, representantes do poder público, organizações da sociedade civil e especialistas de diversas regiões do país. Esses encontros são fundamentais para a atualização técnica e a aproximação com redes de pesquisa e gestão ambiental.

ConReSol: Um Fórum Essencial para a Gestão Ambiental

O ConReSol serve como um palco crucial para discussões sobre temas vitais para o futuro ambiental. Entre os assuntos abordados no congresso, destacam-se a logística reversa, a compostagem, a reciclagem, o saneamento e a governança ambiental. Esses tópicos representam pilares fundamentais para a construção de uma sociedade mais sustentável e para o enfrentamento dos desafios impostos pela geração crescente de resíduos.

A logística reversa, por exemplo, é um instrumento essencial da Política Nacional de Resíduos Sólidos que responsabiliza fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes pelo retorno dos produtos após o consumo. Discutir seus marcos regulatórios e sua implementação é vital para a efetividade da economia circular. A economia circular, por sua vez, propõe um modelo de produção e consumo que envolve o compartilhamento, o aluguel, a reutilização, o reparo, a renovação e a reciclagem de materiais e produtos existentes pelo maior tempo possível.

Para Maiana Pitombo, superintendente de Inovação e Desenvolvimento Ambiental da Sema, o congresso proporcionou um ambiente de debates altamente qualificados. Ela ressaltou a importância da troca de experiências com outras entidades e profissionais de alto nível técnico, tanto da academia quanto de órgãos públicos e organizações da sociedade civil. Essa aproximação institucional e técnica é um catalisador para a Bahia avançar em políticas ambientais mais integradas e eficientes, alinhadas às melhores práticas nacionais e internacionais. A participação da Sema em eventos como o ConReSol reflete o compromisso contínuo do estado em buscar e implementar soluções inovadoras para seus desafios ambientais.

A Contribuição da Bahia para a Inovação em Resíduos Sólidos

A Sema não apenas participou dos debates, mas também contribuiu ativamente com a apresentação de dois trabalhos técnicos relevantes. Esses estudos foram desenvolvidos no âmbito da Superintendência de Inovação e Desenvolvimento Ambiental (SIDA) e da Diretoria de Política e Planejamento Ambiental (DIPPA), demonstrando a capacidade técnica e a iniciativa do estado.

Os trabalhos apresentados abordaram:

– Aplicação experimental do Indicador de Preservação Ambiental (IPA) no contexto da reforma tributária. Este estudo explora como indicadores ambientais podem ser integrados a sistemas tributários para incentivar práticas mais sustentáveis e penalizar as que geram maior impacto ambiental. A experimentação de novos indicadores é crucial para aprimorar a avaliação e o monitoramento da performance ambiental.
– Análise comparativa dos marcos regulatórios da logística reversa no Brasil. Esta pesquisa oferece um panorama sobre as diferentes abordagens legislativas e suas implicações para a gestão de resíduos pós-consumo, buscando identificar as melhores práticas e os desafios comuns na implementação desse sistema.

Tiago Porto, diretor de Política e Planejamento Ambiental da Sema, enfatizou que esses estudos dialogam diretamente com os desafios atuais da gestão ambiental brasileira. Segundo ele, os trabalhos mostram que a Bahia vem construindo caminhos consistentes. Isso se aplica tanto ao fortalecimento da governança ambiental quanto à estruturação de políticas voltadas especificamente para a economia circular e a logística reversa. A relevância desses temas para o desenvolvimento sustentável do Brasil é inegável, e a Bahia se posiciona como um estado atuante na busca por soluções.

Visitas Técnicas e o Fortalecimento da Rede de Sustentabilidade

Além das atividades acadêmicas e institucionais, a programação da Sema em Curitiba incluiu uma visita técnica estratégica. A equipe teve a oportunidade de conhecer uma unidade recicladora, o que proporcionou uma visão prática e aprofundada sobre o reaproveitamento de resíduos. Essas visitas são valiosas para entender a operacionalização das cadeias de reciclagem e identificar inovações que podem ser replicadas ou adaptadas à realidade baiana.

O contato direto com as operações de reciclagem permite que os gestores ambientais compreendam melhor os desafios e as oportunidades do setor. Isso contribui para a formulação de políticas públicas mais eficazes e para o estímulo ao desenvolvimento de tecnologias e modelos de negócio sustentáveis. A troca de experiências por meio de visitas técnicas fortalece a rede de conhecimento e colaboração entre diferentes estados e entidades, consolidando o compromisso da Bahia com a agenda ambiental. A busca por soluções inovadoras e aprimoramento contínuo são características marcantes da atuação da Secretaria do Meio Ambiente do estado.

Perguntas Frequentes

– Qual foi o objetivo da participação da Sema no ConReSol?
A participação da Sema no ConReSol teve como objetivo principal reforçar o compromisso da Bahia com o fortalecimento das políticas ambientais. Buscou-se também a construção de soluções inovadoras para a gestão de resíduos sólidos e a economia circular, além de promover o intercâmbio técnico e institucional.

– Quais temas foram abordados pela delegação baiana no congresso?
A delegação baiana acompanhou discussões sobre logística reversa, compostagem, reciclagem, saneamento e governança ambiental. Além disso, apresentou trabalhos técnicos sobre a aplicação experimental do Indicador de Preservação Ambiental (IPA) e a análise comparativa dos marcos regulatórios da logística reversa no Brasil.

– O que representa a economia circular para a gestão ambiental?
A economia circular representa um modelo que visa maximizar o uso de recursos e minimizar a geração de resíduos, através de práticas como reutilização, reparo e reciclagem. Para a gestão ambiental, ela é fundamental para reduzir o impacto ambiental, promover a sustentabilidade e criar valor a partir de materiais que seriam descartados.


8 de maio de 2026|Fonte: SECOM GOV BA|Foto: Reprodução/Conselho Federal de Química|Redação: Bruno Sampaio|Fonte da Informação ↗

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Bruno Sampaio

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