Bahia

Prêmio Bahia Faz Ciência valoriza jornalistas e impulsiona divulgação científica

Por Bruno Sampaio | Atualizado em 02/07/2026 às 09:57
Leitura: 6 Min
Última Atualização: 02 de julho de 2026, às 09:57

A Bahia celebrou a divulgação científica com a primeira edição do Prêmio Bahia Faz Ciência de Jornalismo na terça-feira (30), em Salvador. A iniciativa da Fapesb, Secti e ABI reconheceu 32 trabalhos, distribuindo R$ 98 mil em prêmios. A cerimônia, realizada no Instituto Anísio Teixeira (IAT), reuniu jornalistas, estudantes, pesquisadores e gestores públicos, marcando um novo capítulo para a comunicação da ciência no estado.

A premiação inédita enfatiza a importância de traduzir o conhecimento científico para a sociedade. O evento reforça o compromisso do Governo da Bahia em valorizar profissionais que tornam a pesquisa acessível. Trata-se de um esforço conjunto para fomentar um jornalismo de qualidade, capaz de inspirar e informar.

Reconhecimento e Valorização Profissional

A primeira edição do prêmio contemplou trabalhos em cinco categorias, abrangendo diversas plataformas de mídia. Ao todo, 32 produções foram selecionadas como finalistas, demonstrando a riqueza e a diversidade do jornalismo científico na Bahia.

Os vencedores das categorias profissionais foram agraciados com prêmios em dinheiro:
Primeiro lugar: R$ 10 mil
Segundo lugar: R$ 7 mil
Terceiro lugar: R$ 5 mil

Na categoria Jornalismo Universitário, os três primeiros colocados receberam, respectivamente, R$ 5 mil, R$ 3 mil e R$ 2 mil. Este incentivo financeiro visa reconhecer o esforço e a dedicação dos comunicadores.

Entre os destaques, o jornalista Tiago Décimo conquistou o primeiro lugar na categoria Texto Profissional. Sua reportagem, intitulada “Educação e ciência transformam a vida de jovens”, aborda o impacto transformador da pesquisa e do ensino.

Na categoria Vídeo Profissional, o vencedor foi Matheus Carvalho, da TV Aratu, com a reportagem “O Biocimento do Sertão: inovação que transforma vidas”. O trabalho de Carvalho ilustra como a ciência pode oferecer soluções concretas para desafios regionais. Ele relatou que a inspiração para a matéria veio da revista Bahia Faz Ciência, publicação da Secti. A revista compila reportagens sobre pesquisas e iniciativas científicas desenvolvidas no estado.

Carvalho enfatizou a relevância do prêmio para a promoção da divulgação científica. Ele descreveu a revista como uma fonte de histórias fantásticas, envolvendo alunos, professores e projetos que se transformam em produtos. Para o jornalista, o prêmio atua como um estímulo para produções televisivas de alta qualidade.

A jornalista Aline Damazio Santos foi a vencedora na categoria Áudio Profissional. Sua reportagem, “Ciência pensada na Bahia transforma palha em dignidade”, exemplifica como a pesquisa local pode gerar impacto social e econômico significativo.

No Jornalismo Universitário, Lucas Silva Santos foi o grande vencedor. Seu trabalho, “Entre Folhas, Fé e Ciência: o conhecimento que brota das mãos das mulheres”, sublinha a importância da ciência em contextos culturais e sociais diversos.

O Papel Estratégico da Divulgação Científica

A criação do Prêmio Bahia Faz Ciência de Jornalismo reflete uma compreensão profunda sobre a necessidade de popularizar a ciência. Em um cenário global marcado pela rápida disseminação de informações e desinformação, o papel do jornalismo torna-se ainda mais crucial. A divulgação científica de qualidade fortalece a confiança no conhecimento e combate narrativas falsas.

O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Edson Porto, destacou a iniciativa como um reconhecimento essencial. Segundo ele, o prêmio valoriza o esforço de jornalistas e estudantes em tornar o conhecimento relevante para a realidade das pessoas. Comunicar a ciência, para Porto, significa despertar a curiosidade e mostrar que o investimento em pesquisa impulsiona o desenvolvimento de uma nação.

Handerson Leite, diretor-geral da Fapesb, reiterou a importância da premiação. Ele afirmou que o prêmio amplia a visibilidade das pesquisas baianas e incentiva uma comunicação científica qualificada. Leite sublinhou que a tradução do conhecimento científico para a sociedade é um papel fundamental na atualidade. Ele ressaltou a relevância de jornalistas comprometidos em transmitir informações fidedignas, especialmente em tempos de fake news e pós-verdade.

Representando a Associação Bahiana de Imprensa (ABI), a 2ª vice-presidente Carmela Talento reforçou o papel da imprensa. Ela incentivou a imprensa baiana a produzir mais matérias sobre ciência e tecnologia. Talento lembrou que a ciência acontece diariamente e merece visibilidade. Ela encorajou os profissionais a utilizarem o prêmio como um estímulo para futuras produções e inscrições.

Bahia na Vanguarda da Ciência e Comunicação

O Governo da Bahia, por meio da Fapesb e da Secti, demonstra um compromisso claro com o avanço científico e tecnológico. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) é uma instituição vital para o fomento da pesquisa. Ela oferece suporte financeiro e técnico a projetos de diversas áreas do conhecimento, impulsionando a inovação. A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), por sua vez, coordena políticas públicas. Seu objetivo é promover o desenvolvimento científico e tecnológico, integrando-o às necessidades sociais e econômicas do estado.

A parceria com a Associação Bahiana de Imprensa (ABI) é estratégica para a credibilidade e o alcance da premiação. A ABI é uma das mais respeitadas entidades de classe do jornalismo brasileiro. Ela atua na defesa da liberdade de imprensa e na valorização dos profissionais da comunicação. Essa colaboração garante que o prêmio não apenas reconheça, mas também eleve os padrões do jornalismo científico.

O lançamento do Prêmio Bahia Faz Ciência de Jornalismo marca um avanço significativo nas políticas de popularização da ciência. Ao reconhecer o talento de jornalistas e estudantes, a iniciativa constrói pontes entre o ambiente acadêmico e a sociedade. Isso facilita a compreensão pública sobre a relevância da pesquisa. Em última análise, fortalece o diálogo sobre ciência e amplia a visibilidade das descobertas e inovações desenvolvidas no estado.

A busca por soluções para desafios locais, como o biocimento no semiárido ou a transformação de resíduos orgânicos em recursos, exemplifica o potencial da ciência aplicada. Estes projetos, agora amplificados pelo jornalismo premiado, inspiram novas gerações de pesquisadores e comunicadores. O legado do prêmio é o de uma Bahia que valoriza o conhecimento e o torna acessível a todos.

Perguntas Frequentes

O que é o Prêmio Bahia Faz Ciência de Jornalismo?

O Prêmio Bahia Faz Ciência de Jornalismo é uma iniciativa criada para reconhecer e valorizar o trabalho de jornalistas e estudantes na divulgação científica. Ele busca incentivar a produção de conteúdos que aproximem a ciência da sociedade baiana.

Quem promove o Prêmio Bahia Faz Ciência de Jornalismo?

O prêmio é uma realização da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) e da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti). Conta também com a parceria fundamental da Associação Bahiana de Imprensa (ABI).

Qual o valor total em prêmios distribuído na primeira edição?

Na primeira edição do Prêmio Bahia Faz Ciência de Jornalismo, foram distribuídos R$ 98 mil em prêmios. Os valores foram divididos entre os primeiros, segundos e terceiros colocados nas categorias profissionais e universitária.

Quais foram as categorias contempladas pelo prêmio?

As categorias contempladas na primeira edição foram Texto Profissional, Vídeo Profissional, Áudio Profissional, Fotojornalismo e Jornalismo Universitário. Elas abrangem diferentes formatos de comunicação jornalística.


2 de julho de 2026|Fonte: SECOM GOV BA|Foto: Divulgação/Ascom Fapesb|Redação: Bruno Sampaio|Fonte da Informação ↗

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