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Bahia impulsiona proteção feminina e direitos em nove municípios

Por Bruno Sampaio | Atualizado em 11/06/2026 às 23:46
Ane Novo/Ascom SPM
Leitura: 6 Min
Última Atualização: 11 de junho de 2026, às 23:46

A Secretaria de Políticas para as Mulheres do Estado (SPM) participou, em Senhor do Bonfim, do I Fórum de Políticas Públicas para as Mulheres da Região do Piemonte Norte do Itapicuru, fortalecendo a rede de proteção em nove municípios com debates e capacitação para garantir direitos e combater a violência.

O encontro, realizado recentemente na Câmara de Vereadores de Senhor do Bonfim, marcou um passo significativo para a articulação de ações de amparo e promoção da igualdade de gênero. A iniciativa, organizada pela Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres de Senhor do Bonfim com o apoio de cidades vizinhas, reuniu importantes atores sociais e governamentais. O foco principal foi discutir estratégias, avanços e os desafios persistentes na busca por um cenário de maior protagonismo feminino e pleno exercício de seus direitos.

A Secretaria de Políticas para as Mulheres do Estado (SPM) desempenhou um papel central no fórum, evidenciando o compromisso do governo estadual com a pauta. Representantes de nove municípios do território do Piemonte Norte do Itapicuru estiveram presentes, engajados em um debate que abrangeu desde a formulação de políticas até a execução de programas de apoio. A meta é criar um ambiente mais seguro e equitativo para as mulheres da região.

Um dos pontos altos da programação foi a capacitação direcionada à Rede de Proteção local. Profissionais que atuam na linha de frente do atendimento a mulheres em situação de vulnerabilidade ou violência foram reunidos para aprimorar suas práticas. Essa rede multifacetada inclui integrantes da segurança pública, assistência social e saúde, essenciais para uma resposta integrada.

Entre os participantes da capacitação estavam agentes da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), do Núcleo Especial de Atendimento à Mulher (Neam) e da Ronda Maria da Penha. Também marcaram presença profissionais dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e dos Centros Especializados de Assistência Social (Creas). Além disso, agentes comunitários de saúde e membros de diversas instituições públicas e da sociedade civil contribuíram para a riqueza dos debates.

A Deam, por exemplo, é uma unidade especializada da Polícia Civil, criada especificamente para investigar e coibir a violência contra mulheres, oferecendo um atendimento mais sensível e focado nas particularidades desses casos. Já a Ronda Maria da Penha, geralmente vinculada à Polícia Militar, atua no acompanhamento e proteção de mulheres que possuem medidas protetivas de urgência, fiscalizando o cumprimento das determinações judiciais e garantindo a segurança das vítimas. Esses são exemplos claros de como a integração entre diferentes esferas é crucial para a efetividade da proteção.

Os CRAS e Creas, por sua vez, representam a porta de entrada para a assistência social, oferecendo suporte psicossocial, orientação e encaminhamento para serviços essenciais. Enquanto os CRAS focam na prevenção e no fortalecimento de vínculos familiares e comunitários em áreas de maior vulnerabilidade, os Creas são especializados no atendimento a indivíduos e famílias em situação de risco social ou que tiveram seus direitos violados, incluindo vítimas de violência. A presença de agentes comunitários de saúde também sublinha a importância da capilaridade do atendimento, levando a informação e o apoio para mais perto das comunidades.

Fortalecimento da Rede de Proteção e Atendimento

A formação foi conduzida por Ana Clara Auto, superintendente de Prevenção e Enfrentamento à Violência da SPM. Ela enfatizou a relevância da qualificação contínua para assegurar um acolhimento digno e eficaz às mulheres em situação de violência. A superintendente destacou que o principal objetivo era capacitar os membros da rede para que compreendam o fluxo de atendimento e suas particularidades.

Ana Clara Auto detalhou os pilares fundamentais do acolhimento, elementos cruciais para a construção de um ambiente de confiança e segurança. O sigilo das informações, a promoção da autonomia da mulher e a escuta qualificada foram pontos centrais da discussão. Esses princípios visam garantir que a mulher se sinta respeitada e protagonista de sua própria recuperação e busca por justiça.

Durante o fórum, foram amplamente discutidos os desafios enfrentados pelos municípios, assim como os “gargalos” existentes nos sistemas de atendimento. A necessidade de padronizar os fluxos de trabalho foi um consenso entre os participantes. O objetivo é que as mulheres se sintam mais seguras e acolhidas ao procurar ajuda, independentemente do local ou do profissional que as atenda.

A superintendente da SPM reiterou que o combate à violência de gênero exige uma abordagem transversal. Isso significa que a questão não pode ser vista de forma isolada, mas sim como um problema que perpassa diversos setores da sociedade e demanda políticas públicas integradas. “Quando fortalecemos a rede, fortalecemos também a capacidade dos municípios de oferecer respostas mais rápidas e eficazes às mulheres”, afirmou Ana Clara Auto.

Ao final do encontro, foi assumido o compromisso de fortalecer e institucionalizar o fórum, com a intenção de expandir essa experiência para outros municípios do território. Esta iniciativa visa consolidar uma plataforma permanente de discussão e aprimoramento das políticas públicas voltadas para as mulheres na região.

A Importância da Capacitação e Acolhimento Humanizado

Regivan Gomes, secretária municipal de Políticas Públicas para as Mulheres de Senhor do Bonfim, expressou grande satisfação com a realização do fórum. Ela agradeceu a parceria com a SPM, ressaltando a importância do apoio estadual para a construção de políticas eficazes. “É uma grande satisfação saber que podemos contar com a Secretaria das Mulheres do Estado nesse processo”, declarou.

A secretária municipal sublinhou que a capacitação da rede é fundamental e que a presença da SPM, “compartilhando conhecimento e fortalecendo nossas equipes, faz toda a diferença para a construção de uma política pública mais eficiente e acolhedora”. A cooperação entre as esferas municipal e estadual é vista como um catalisador para a melhoria contínua dos serviços oferecidos.

A capacitação abordou os pilares essenciais para um acolhimento eficaz, incluindo:
– O sigilo das informações da vítima, fundamental para a confiança e segurança.
– A promoção da autonomia da mulher, incentivando sua capacidade de decisão e empoderamento.
– A escuta qualificada, que garante a atenção atenta e sensível às suas necessidades específicas e vivências.

Desafios e Perspectivas para o Interior Baiano

A programação do fórum também contou com uma palestra da desembargadora Nagila Brito. A magistrada abordou a relevância do sistema de justiça e a necessidade de estruturar adequadamente os equipamentos de proteção às mulheres, especialmente nos municípios do interior. A palestra reforçou a visão de que a justiça é um pilar insubstituível na rede de apoio.

Para a desembargadora, a realização deste primeiro fórum no território representa um marco. “É o primeiro fórum realizado neste território e sua importância é enorme”, afirmou Nagila Brito. Ela destacou a urgência de ampliar e fortalecer as políticas de proteção nos municípios, reconhecendo que o Judiciário, atuando isoladamente, não pode resolver a complexidade do problema da violência.

Nagila Brito defendeu que todas as políticas públicas devem operar de forma integrada. Isso inclui desde a segurança pública até a assistência social, passando pela geração de renda e a qualificação profissional. A magistrada enfatizou que levar esse debate para o interior do estado não é apenas ampliar a proteção das mulheres, mas, em última instância, “salvar vidas”.

A realização do I Fórum de Políticas Públicas para as Mulheres da Região do Piemonte Norte do Itapicuru representa um passo concreto na construção de um futuro mais seguro e justo para as mulheres da Bahia. A integração de esforços e a capacitação contínua da rede


11 de junho de 2026|Fonte: SECOM GOV BA|Foto: Ane Novo/Ascom SPM|Redação: Bruno Sampaio|Fonte da Informação ↗

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