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Bahia

Bahia Sem Fome inaugura 5 cozinhas e garante 156 mil refeições em Salvador

Por Bruno Sampaio | Atualizado em 26/05/2026 às 19:35
Thassio Ramos/ Ascom Bahia sem Fome
Leitura: 6 Min
Última Atualização: 26 de maio de 2026, às 19:35

Nesta terça-feira (26), o programa Bahia Sem Fome inaugurou cinco cozinhas comunitárias em Salvador, com investimento de R$ 1,7 milhão. A iniciativa garante 156 mil refeições anuais para famílias vulneráveis, combatendo a insegurança alimentar na capital baiana.

Expansão do Combate à Fome na Capital Baiana

A Rede de Equipamentos Integrados para o combate à fome em Salvador ganhou um reforço significativo com a inauguração de cinco Cozinhas Comunitárias e Solidárias. Gerenciadas pela Associação Vida Brasil, esses novos equipamentos integram a rede apoiada pelo Programa Bahia Sem Fome. Eles passam a garantir refeições gratuitas para famílias em situação de vulnerabilidade social e insegurança alimentar, marcando um avanço importante nas políticas públicas estaduais.

A solenidade de inauguração ocorreu no bairro de Cajazeiras 5, no espaço comunitário Casa do Sol. Com um investimento total de R$ 1.716.000,00 do Governo do Estado, por meio do Bahia Sem Fome, as cinco cozinhas têm a capacidade de atender cerca de mil pessoas. A expectativa é distribuir aproximadamente 156 mil refeições ao longo de um ano, com entregas realizadas três vezes por semana.

Além da unidade inaugurada em Cajazeiras 5, a Associação Vida Brasil também gerencia cozinhas comunitárias em outros bairros estratégicos de Salvador. São eles:

– Cajazeiras 5 (na Casa do Sol)
– Uruguai
– Plataforma (funcionando em uma associação de moradores)
– Cassange (ponto de distribuição)
– Ilha Amarela (ponto de distribuição)

Essa distribuição geográfica visa alcançar diversas comunidades carentes da capital, ampliando o acesso a uma alimentação digna e nutritiva.

Dignidade e Direito: A Filosofia do Bahia Sem Fome

Durante a solenidade, o coordenador-geral do Bahia Sem Fome, Tiago Pereira, ressaltou que as cozinhas representam muito mais do que a simples distribuição de refeições. “Quando o governador Jerônimo cria o Bahia Sem Fome, ele não está querendo dar esmola à população. Porque a marmita, o prato de comida, é muito mais do que esmola. É direito, é oportunidade de acesso, é dignidade, é esperança”, afirmou Pereira. Essa perspectiva centraliza a iniciativa na garantia de direitos fundamentais.

Tiago Pereira também destacou que o programa busca aproximar o Estado das periferias e fortalecer o acesso da população a outras políticas públicas essenciais. Entre elas, estão a assistência social, a qualificação profissional e a transferência de renda. A visão do programa transcende o alimento, buscando a emancipação e o desenvolvimento social das famílias beneficiadas. “Não é só uma marmita, é solidariedade, é amor e é compromisso”, completou o coordenador.

A secretária estadual de Assistência e Desenvolvimento Social, Fabya Reis, reiterou que a iniciativa reforça o compromisso do Governo da Bahia com o enfrentamento à insegurança alimentar. Fabya defende que o programa atua de forma integrada com as políticas sociais do Estado e do governo federal. A secretária enfatizou que a ação está alinhada ao compromisso do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues de erradicar a fome no país. “Isso aqui é um direito de todos vocês. Nós não estamos fazendo favor. Estamos garantindo acesso a direitos e fortalecendo a dignidade das famílias”, declarou.

Cozinhas Comunitárias: Mais Que Refeições, Um Centro de Apoio

A presidente do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional da Bahia (Consea-BA) e da Associação Vida Brasil, Débora Rodrigues, explicou que o projeto das cozinhas vai além da entrega de refeições. Ele prevê uma série de ações complementares, como atividades formativas, orientação sobre acesso a direitos sociais e iniciativas voltadas à geração de renda. Segundo Débora, a iniciativa também busca aproximar a população das políticas públicas e ampliar o acesso a programas sociais importantes.

Entre os programas citados estão o Bolsa Família, o Cadastro Único (CadÚnico) e diversas ações da assistência social. A ideia é que o prato de comida se torne um ponto de partida para uma transformação mais ampla na vida das pessoas. “A gente quer que o prato de comida que vocês recebam não seja apenas um prato de feijão, arroz e carne, mas um prato carregado de amorosidade, de cuidado e de direitos”, elucidou Débora Rodrigues. Ela também abordou a questão do estigma. “Muitas vezes, as pessoas sentem vergonha de dizer que não conseguem comer direito, que passam o dia sem uma refeição, mas isso não é um problema individual. Isso é ausência de direito, e nós precisamos enfrentar isso coletivamente”, afirmou.

Débora ainda explicou que as cozinhas funcionarão como espaços de fortalecimento comunitário e de orientação para acesso às políticas públicas. “Nós vamos ter atividades de formação, ações profissionalizantes e debates sobre políticas públicas para que as pessoas entendam como acessar seus direitos e consigam melhorar suas condições de vida”, detalhou.

O Legado e o Futuro da Casa do Sol em Cajazeiras

A cozinha comunitária em Cajazeiras funcionará na Casa do Sol Padre Luís Lintner, uma instituição social com forte atuação na região. O coordenador do espaço, Altair Honorato Pacheco, compartilhou a história da instituição. Ele contou que sua relação com a entidade começou na juventude, quando participou das atividades de formação oferecidas antes de ingressar na universidade e integrar a equipe da creche. “A Casa do Sol é um espaço que dá oportunidade para os próprios talentos da comunidade. Assim como eu, tantas outras companheiras e companheiros vieram do processo de formação daqui”, afirmou.

Segundo Altair Honorato Pacheco, a Casa do Sol nasceu do trabalho de missionários italianos que chegaram a Cajazeiras durante o processo de expansão urbana de Salvador. A instituição acolheu famílias vindas do campo e pessoas expulsas das áreas centrais da cidade. Inicialmente, a atuação era voltada para mulheres da comunidade, com ações de fitoterapia, alimentação alternativa e combate à desnutrição infantil. Com o tempo, surgiram projetos voltados à educação infantil, contraturno escolar e formação de adolescentes por meio da arte e da cultura.

O coordenador também destacou que a experiência vivida durante a pandemia de COVID-19 evidenciou ainda mais a realidade da insegurança alimentar enfrentada pelas famílias atendidas pela instituição. “Muitas mães relatavam a preocupação de não saber o que colocar na mesa dos filhos no fim de semana. Quando surgiu a possibilidade da cozinha comunitária, nós entendemos que era uma oportunidade de ampliar esse cuidado com as famílias da comunidade”, disse Altair. A inauguração das cozinhas faz parte da estratégia do Governo da Bahia de ampliar o alcance de suas políticas de segurança alimentar em todo o estado.

Perguntas Frequentes

O que é o programa Bahia Sem Fome?
O Bahia Sem Fome é uma iniciativa do Governo do Estado da Bahia que visa combater a insegurança alimentar e garantir o direito à alimentação digna. O programa atua por meio de uma rede de equipamentos e ações integradas, como a inauguração de cozinhas comunitárias e o fortalecimento de políticas sociais.

Qual o impacto das novas cozinhas comunitárias em Salvador?
As cinco novas cozinhas comunitárias em Salvador, gerenciadas pela Associação Vida Brasil, devem atender cerca de mil pessoas. Com um investimento de R$ 1,7 milhão, elas distribuirão aproximadamente 156 mil refeições gratuitas ao longo de um ano, três vezes por semana, em bairros como Cajazeiras, Uruguai e Plataforma.

Como as cozinhas comunitárias vão além da distribuição de refeições?
As cozinhas comunitárias são concebidas como espaços de fortalecimento comunitário e acesso a direitos. Além de oferecer refeições, elas promovem atividades formativas, orientação sobre políticas públicas, qualificação profissional e debates para que as famílias possam melhorar suas condições de vida e acessar programas sociais como o Bolsa Família e o CadÚnico.


26 de maio de 2026|Fonte: SECOM GOV BA|Foto: Thassio Ramos/ Ascom Bahia sem Fome|Redação: Bruno Sampaio|Fonte da Informação ↗

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