Bahia impulsiona avanço da mandioca com pesquisa e parcerias

A Bahia celebra o Dia da Mandioca (22 de maio) com avanços significativos na cultura, fruto de pesquisa científica e parcerias estratégicas entre produtores, pesquisadores e o Governo do Estado. Esses esforços visam fortalecer a cadeia produtiva, essencial para a economia e segurança alimentar da população baiana.

A Mandioca: Pilar da Economia Baiana

A mandioca, também conhecida como macaxeira ou aipim, é um alimento fundamental na mesa dos brasileiros e um pilar econômico em diversos estados, incluindo a Bahia. Sua versatilidade a insere em cadeias produtivas que vão da alimentação humana e animal ao setor farmacêutico, gerando emprego e renda para milhares de famílias no campo.

Na Bahia, sua importância é estratégica. O secretário de Agricultura do Estado, Vivaldo Góis, enfatiza que a cultura representa “economia, renda e segurança alimentar para milhares de famílias baianas”. Este reconhecimento impulsiona investimentos contínuos em pesquisa, capacitação e diálogo, elementos cruciais para o seu desenvolvimento sustentável.

As regiões do Baixo Sul, Extremo Sul, Sudoeste e Litoral Norte destacam-se pela intensidade do cultivo, demonstrando a capilaridade e a relevância da mandioca para o desenvolvimento regional baiano. A cultura se adapta bem a diferentes tipos de solo e climas, tornando-a uma opção resiliente para a agricultura familiar e em larga escala. A resiliência da mandioca a períodos de seca e sua capacidade de produzir em solos menos férteis a tornam um componente vital para a subsistência e a segurança alimentar, especialmente em comunidades rurais.

Inovação e Ciência a Serviço do Campo

No centro desses avanços tecnológicos está a Embrapa Mandioca e Fruticultura, localizada em Cruz das Almas. A instituição desempenha um papel fundamental na inovação, mantendo um vasto banco ativo de germoplasma. Este acervo genético, com centenas de variedades da cultura, é o ponto de partida para o desenvolvimento de novos híbridos com características aprimoradas.

O trabalho da Embrapa, conduzido em parceria com diversas instituições no estado, foca em objetivos claros para os agricultores. Como explica Francisco Laranjeira, chefe-geral da unidade, a meta é lançar novas variedades com foco em atributos que beneficiem diretamente o produtor:

* Maior produtividade por hectare: Otimizando o uso da terra e aumentando o retorno financeiro.
* Resistência a pragas e doenças: Reduzindo perdas na lavoura e a necessidade de aplicação de defensivos agrícolas.
* Facilidade de manejo no campo: Simplificando as etapas de cultivo e colheita, otimizando o tempo e o esforço do produtor.

Ao longo dos anos, mais de 40 variedades de mandioca foram lançadas pela Embrapa e são amplamente utilizadas por agricultores em todo o país, incluindo a Bahia. Essas inovações genéticas são um motor para o aumento da competitividade e da sustentabilidade da produção, permitindo que os produtores se adaptem melhor às condições de mercado e ambientais.

Além do melhoramento genético, a Embrapa tem avançado em tecnologias de sistema de produção que transformam o dia a dia no campo. Duas iniciativas se destacam pelo seu impacto positivo:

* Plantio Direto: Esta técnica agrícola inovadora reduz o revolvimento do solo, preservando sua estrutura, matéria orgânica e umidade. Isso contribui significativamente para a conservação da água, a redução da erosão e a saúde do ecossistema agrícola, promovendo uma agricultura mais sustentável e adaptada às mudanças climáticas.
* Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC): Ferramenta crucial que indica os melhores municípios e períodos de plantio para cada cultura, considerando as condições climáticas e de solo específicas de cada região. A adoção das recomendações do ZARC não só minimiza os riscos de perdas por eventos climáticos adversos, como secas ou excesso de chuvas, mas também facilita o acesso a financiamento rural, um benefício direto para os produtores que buscam segurança em seus investimentos.

Diálogo e Governança para o Setor

O sucesso no desenvolvimento da cultura da mandioca na Bahia não se restringe apenas à pesquisa e tecnologia; ele é profundamente enraizado na articulação e no diálogo. A Secretaria da Agricultura do Estado da Bahia (Seagri) atua como um elo essencial, coordenando as 22 Câmaras Setoriais da Agropecuária da Bahia.

Esses espaços são verdadeiros fóruns permanentes, onde produtores, pesquisadores, representantes do setor privado e o poder público se reúnem. O objetivo é claro: sentar à mesma mesa para debater e definir os rumos das diversas cadeias produtivas do estado. A Câmara Setorial da Mandioca, em particular, transforma o debate em estratégias concretas para o cultivo, desde a produção, passando pela industrialização, até a comercialização e o acesso a mercados.

Essa abordagem colaborativa garante que as políticas públicas e as iniciativas de pesquisa respondam diretamente às necessidades e desafios enfrentados pelos agricultores. É um modelo de governança que valoriza a participação democrática e a construção conjunta de soluções, assegurando que os avanços cheguem de forma efetiva ao campo e que as decisões reflitam a realidade e as aspirações de todos os elos da cadeia produtiva.

Impacto e Perspectivas Futuras

Os investimentos contínuos em pesquisa, tecnologia e articulação reforçam o compromisso da Bahia com o desenvolvimento de uma agricultura mais produtiva, resiliente e inclusiva. A mandioca, com seu papel multifacetado na economia e na alimentação, simboliza a capacidade do estado de inovar e de construir um futuro mais seguro e próspero para suas comunidades rurais.

A celebração do Dia da Mandioca não é apenas uma data comemorativa, mas um lembrete dos avanços já conquistados e do potencial ainda a ser explorado. Com a continuidade das parcerias e do foco na inovação, a Bahia se posiciona como um polo de referência na cultura da mandioca, contribuindo significativamente para a segurança alimentar do Brasil e para o fortalecimento de sua economia agrícola, impulsionando o desenvolvimento socioeconômico em todas as suas regiões produtoras.

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Perguntas Frequentes

* Qual a importância da mandioca para a Bahia?
A mandioca é estratégica para a Bahia, representando economia, renda e segurança alimentar para milhares de famílias, além de ser cultivada intensamente em diversas regiões do estado.

* Como a Embrapa contribui para o avanço da cultura da mandioca?
A Embrapa Mandioca e Fruticultura desenvolve novas variedades mais produtivas e resistentes a pragas, mantém um banco de germoplasma e cria tecnologias como o plantio direto e o ZARC para otimizar a produção e reduzir riscos.

* O que são as Câmaras Setoriais da Agropecuária da Bahia?**
São fóruns permanentes coordenados pela Seagri, onde produtores, pesquisadores e o poder público dialogam para definir estratégias e rumos para as cadeias produtivas agrícolas do estado, incluindo a da mandioca.


22 de abril de 2026|Fonte: SECOM GOV BA|Foto: Rebeca Falcão/Seagri|Redação: Bruno Sampaio|Fonte da Informação ↗

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Bruno Sampaio

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