Bahia

Conselho da Bahia reforça comunicação e combate desinformação

Por Bruno Sampaio | Atualizado em 30/06/2026 às 21:57
Conselho Comunicação Social. Fotos: Feijão Almeida/GOVBA
Leitura: 6 Min
Última Atualização: 30 de junho de 2026, às 21:57

Nesta terça-feira (30), novos membros do Conselho Estadual de Comunicação Social (CECS) tomaram posse em Salvador, na sede da Secretaria de Comunicação Social (Secom), com o objetivo de aprimorar políticas públicas e enfrentar os desafios da desinformação no cenário digital. A cerimônia oficializou o início do mandato dos conselheiros para o biênio 2026-2028, marcando uma renovação essencial para o setor.

O colegiado, composto por um total de 27 membros, distribui-se entre 20 representantes da sociedade civil, do mercado e do meio acadêmico. Os sete membros restantes são integrantes do poder público, assegurando uma composição diversa e representativa dos múltiplos olhares sobre a comunicação.

Criado de forma pioneira em 2011, o Conselho de Comunicação da Bahia foi o primeiro do país. Quinze anos após sua fundação, o órgão mantém o compromisso de conectar o Estado às novas mídias e às transformações tecnológicas. Essa trajetória sublinha a visão avançada da Bahia em reconhecer a comunicação como pilar estratégico do desenvolvimento social.

Durante a solenidade, o secretário de Comunicação Social do Estado, Marcus Di Flora, enfatizou a relevância do CECS. Ele destacou o papel fundamental do conselho no aprimoramento contínuo das políticas públicas de comunicação.

Di Flora expressou a expectativa de que os novos conselheiros atuem como defensores ativos da comunicação pública. A meta é que eles sejam formuladores eficazes de políticas para auxiliar a Bahia a construir uma comunicação mais democrática, regionalizada, confiável e de alta qualidade.

O secretário também alertou para os desafios impostos pelo atual cenário da comunicação digital. Ele ressaltou o papel estratégico do colegiado no enfrentamento da desinformação e das chamadas “fake news”.

Além disso, Marcus Di Flora mencionou o uso indevido da inteligência artificial como uma ameaça crescente. O cenário, segundo ele, demanda uma resposta coordenada e robusta das representações presentes no Conselho. A eleição dos membros ocorreu em 12 de maio, e a lista oficial com a nomeação de titulares e suplentes foi publicada no Diário Oficial do Estado da Bahia no último sábado, 26 de maio.

O Pioneirismo da Bahia e os Desafios da Era Digital

A criação do Conselho Estadual de Comunicação Social (CECS) em 2011 representou um marco. Naquela época, o Brasil vivenciava uma efervescência digital, com a ascensão das redes sociais e o crescente papel da internet na formação da opinião pública. A Bahia, ao instituir um conselho específico para a comunicação, antecipou a necessidade de um fórum dedicado a pensar e planejar as políticas do setor.

Esse pioneirismo garantiu que o estado estivesse à frente na discussão sobre a regulamentação, a ética e o desenvolvimento da comunicação pública. A missão do CECS sempre foi a de ser um elo entre o governo e a sociedade. Ele busca garantir que a voz dos cidadãos seja ouvida e que as informações transmitidas sejam precisas e acessíveis.

Hoje, os desafios se intensificaram. A velocidade da informação, a proliferação de plataformas digitais e a complexidade dos algoritmos demandam uma atuação ainda mais estratégica do conselho. A capacidade de discernir o que é verdadeiro do que é falso tornou-se uma habilidade crítica para o cidadão.

O CECS se posiciona como um guardião da integridade da informação. Ele trabalha para que a comunicação pública não apenas informe, mas também eduque e capacite a população para navegar no ambiente digital com criticidade.

Fortalecendo a Comunicação Pública e Combatendo a Desinformação

A comunicação pública vai além da mera divulgação de fatos. Ela é um instrumento de cidadania, fundamental para a transparência governamental e para o fortalecimento da democracia. O CECS atua diretamente nesse campo, propondo diretrizes que visam garantir:

Democratização: Assegurar que diversas vozes e perspectivas sejam representadas e que o acesso à informação não seja restrito.
Regionalização: Adaptar a comunicação às realidades e necessidades específicas de cada região do estado, valorizando as culturas locais.
Confiabilidade: Promover a produção e disseminação de informações baseadas em fatos, combatendo narrativas falsas e boatos.
Qualidade: Investir em formatos e conteúdos que sejam claros, relevantes e engajadores para o público.

O combate à desinformação, ou “fake news”, é uma das prioridades do novo mandato. A desinformação não se limita a notícias falsas, mas abrange também a manipulação de contextos e a disseminação de conteúdo enganoso. Ela pode comprometer a saúde pública, a credibilidade de instituições e até mesmo o processo eleitoral.

A inteligência artificial (IA), embora seja uma ferramenta poderosa, também apresenta riscos quando utilizada de forma indevida. A criação de “deepfakes” (vídeos ou áudios manipulados de forma realista) e a automação da disseminação de conteúdo falso são exemplos de como a IA pode ser explorada para fins maliciosos. O conselho buscará estratégias para mitigar esses impactos, protegendo o ecossistema informacional da Bahia.

Composição e Expectativas para o Novo Biênio do CECS

A diversidade na composição do CECS é um dos seus maiores trunfos. A presença de representantes da sociedade civil, do mercado e do meio acadêmico garante uma pluralidade de visões. Essa riqueza de perspectivas é essencial para a formulação de políticas públicas de comunicação que sejam abrangentes e eficazes.

Os representantes eleitos têm a responsabilidade de levar para o conselho as demandas e os anseios de seus respectivos setores. Essa interação é vital para que as decisões tomadas reflitam as necessidades reais da população e do mercado de comunicação.

O mandato para o biênio 2026-2028 aponta para uma visão de futuro. Os conselheiros terão a missão de não apenas enfrentar os desafios presentes, mas também de antecipar as tendências e transformações no campo da comunicação. Isso inclui a adaptação a novas plataformas, tecnologias emergentes e mudanças no comportamento do consumidor de notícias.

A expectativa é que o CECS continue sendo um fórum de diálogo construtivo. Ele deve fortalecer a comunicação do estado da Bahia, tornando-a um exemplo de transparência, participação e inovação. A solenidade de posse, realizada na sede da Secretaria de Comunicação Social (Secom), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), simboliza o compromisso contínuo do governo com a causa da comunicação pública.

Perguntas Frequentes

Qual a principal função do Conselho Estadual de Comunicação Social (CECS) da Bahia?

A principal função do CECS é contribuir para a formulação de políticas públicas voltadas à comunicação no estado da Bahia. Isso inclui aprimorar a democratização, regionalização, confiabilidade e qualidade da comunicação pública.

Por que o CECS é considerado pioneiro no Brasil?

O CECS foi criado em 2011, sendo o primeiro Conselho de Comunicação do país. Essa iniciativa demonstrou a visão avançada da Bahia em reconhecer a importância estratégica da comunicação e a necessidade de um órgão dedicado a suas políticas.

Quais são os principais desafios que o novo mandato do CECS pretende enfrentar?

O novo mandato do CECS tem como desafios prioritários o combate à desinformação, às “fake news” e ao uso indevido da inteligência artificial. O conselho busca garantir uma comunicação pública confiável e de qualidade em um cenário digital cada vez mais complexo.


30 de junho de 2026|Fonte: SECOM GOV BA|Foto: Conselho Comunicação Social. Fotos: Feijão Almeida/GOVBA|Redação: Bruno Sampaio|Fonte da Informação ↗

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