Bahia

Governo da Bahia fortalece leite e impulsiona renda de agricultores

Por Bruno Sampaio | Atualizado em 26/06/2026 às 09:32
André Frutuôso/Ascom CAR
Leitura: 5 Min
Última Atualização: 26 de junho de 2026, às 09:32

Em Correntina, no Oeste da Bahia, o Governo do Estado investiu no fortalecimento da cadeia produtiva do leite, transformando a realidade de dezenas de famílias agricultoras. Há quase três anos, a implantação de um laticínio pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) e Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) em apoio à Central de Associações de Agricultores Familiares de Correntina (CAAF) garantiu mercado e renda.

A iniciativa abriu novas perspectivas para produtores que, anteriormente, enfrentavam grandes dificuldades para comercializar sua produção e expandir seus negócios. Com o beneficiamento do leite e a organização da cadeia produtiva, os agricultores familiares passaram a contar com um mercado seguro. Este modelo agrega valor à produção e amplia a renda das famílias envolvidas.

Investimento que Gerou Oportunidades no Campo

O diretor-presidente da CAAF, Cláudio Duarte, enfatiza que o laticínio representou um marco decisivo para os produtores locais. Muitos agricultores não tinham para onde destinar o leite produzido, o que limitava o crescimento da atividade e desestimulava novos investimentos. A unidade trouxe segurança para produzir, comercializar e planejar o futuro das propriedades.

O fortalecimento da cadeia produtiva do leite em regiões como Correntina é vital para a agricultura familiar, setor que desempenha um papel crucial na segurança alimentar e no desenvolvimento socioeconômico do país. Ao garantir o escoamento da produção, o governo não só gera renda, mas também fixa o homem e a mulher no campo, combatendo o êxodo rural. O beneficiamento do leite, que inclui processos como pasteurização e transformação em derivados, permite que o produto tenha maior durabilidade e alcance novos mercados.

O crescimento da produção ao longo dos anos atesta o impacto positivo do empreendimento. Segundo Cláudio Duarte, o laticínio iniciou suas operações recebendo cerca de 30 litros de leite por dia. Atualmente, mesmo em períodos de estiagem, a unidade recebe entre 600 e 700 litros diariamente. Na época das chuvas, esse volume pode atingir até 3 mil litros por dia.

“Hoje processamos aproximadamente 150 mil litros de leite por mês. Esse aumento reflete a confiança dos produtores, a expansão da produção e a geração de renda que o laticínio proporciona em toda a região”, destaca Duarte. Esse volume expressivo demonstra a capacidade da unidade de transformar a economia local.

Expansão e Diversificação da Produção Leiteira

Além de consolidar a comercialização, o laticínio ampliou o acesso dos agricultores a mercados importantes. A unidade fornece produtos para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Estes programas são essenciais para garantir alimentos de qualidade para escolas e famílias em vulnerabilidade social, ao mesmo tempo em que fortalecem a agricultura familiar.

Adicionalmente, o laticínio abastece cerca de 50 estabelecimentos comerciais da região, incluindo supermercados, padarias e pequenos comércios. Isso cria um ciclo virtuoso, onde a produção local atende à demanda local, fortalecendo a economia da própria comunidade. A diversificação da produção também contribui para a sustentabilidade do empreendimento.

Atualmente, a unidade produz iogurtes em diversos sabores e embalagens. Entre as opções disponíveis, destacam-se:
– Iogurte sabor morango
– Iogurte sabor coco
– Iogurte sabor ameixa

A unidade está em processo de certificação para lançar novos produtos, como iogurte de um litro e queijo muçarela. Essa expansão visa ampliar ainda mais as oportunidades de mercado e agregar valor à matéria-prima de alta qualidade produzida pelos agricultores familiares. A adição de queijos, por exemplo, exige um processo mais complexo, mas oferece um retorno financeiro ainda maior.

Vida de Agricultores Transformada pelo Mercado Seguro

Entre os produtores diretamente beneficiados por essa iniciativa está o agricultor familiar Jesuano Santana. Ele viu sua realidade ser completamente transformada após o início das operações do laticínio. Antes da implantação da unidade, a comercialização era um dos maiores desafios em sua propriedade.

“Eu produzia leite, fazia queijo, doce e vendia de porta em porta. Chegou um momento em que não tinha mais para quem vender e pensei seriamente em desistir da atividade”, relata Jesuano Santana. A chegada do laticínio mudou essa situação drasticamente, oferecendo um comprador garantido e, consequentemente, uma renda mensal estável.

A segurança proporcionada por um mercado estruturado incentivou Jesuano a realizar novos investimentos em sua propriedade. Ele conseguiu ampliar o rebanho, investir em melhoramento genético e adquirir novas áreas de terra. Isso resultou em um aumento significativo da produção.

“Quando comecei, tinha apenas duas vacas e produzia cerca de 20 litros de leite por dia. Hoje tenho seis animais em produção e já cheguei a entregar até 150 litros diários“, afirma o agricultor. Com a renda obtida ao longo dos últimos anos, Jesuano conseguiu comprar mais terra, investir em inseminação artificial e melhorar a estrutura de sua propriedade, garantindo um futuro mais próspero para sua família. O melhoramento genético, por exemplo, permite que as vacas produzam mais leite com melhor qualidade, otimizando o rebanho.

O produtor destaca que o acesso ao mercado trouxe uma nova perspectiva para a atividade leiteira. “O laticínio também nos incentivou a melhorar a qualidade da produção. Hoje investimos mais em genética, alimentação e sanidade do rebanho”, ressalta. Essas práticas elevam a qualidade do produto final e asseguram mais renda para os produtores. “O mais importante é saber que, todo mês, o pagamento chega, permitindo manter a propriedade, investir e sustentar a família”, conclui Jesuano Santana.

Perguntas Frequentes

Quais entidades estão envolvidas no projeto do laticínio em Correntina?

O projeto conta com o apoio do Governo do Estado da Bahia, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). A gestão do laticínio é feita pela Central de Associações de Agricultores Familiares de Correntina (CAAF).

Como o laticínio impactou a produção de leite na região?

Desde sua implantação há quase três anos, a produção de leite aumentou exponencialmente. A unidade iniciou recebendo 30 litros por dia e hoje processa entre 600 e 700 litros diários em períodos de estiagem, podendo atingir 3 mil litros por dia nas épocas de chuva. No total, são aproximadamente 150 mil litros de leite por mês.

Quais programas governamentais o laticínio atende?

Atualmente, o laticínio de Correntina fornece produtos para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Além disso, abastece cerca de 50 estabelecimentos comerciais locais, fortalecendo a economia regional.

Como a vida dos agricultores familiares foi transformada pelo projeto?

A vida dos agricultores foi transformada pela garantia de um mercado seguro e renda mensal constante. Produtores como Jesuano Santana conseguiram ampliar rebanhos, investir em melhoramento genético, adquirir mais terras e melhorar a estrutura de suas propriedades, passando de uma produção de 20 litros/dia para até 150 litros/dia.


26 de junho de 2026|Fonte: SECOM GOV BA|Foto: André Frutuôso/Ascom CAR|Redação: Bruno Sampaio|Fonte da Informação ↗

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